21 fevereiro 2007

Acampamento de Carnaval

O que dizer desse feriado de carnaval? Pois por um lado relatar o os eventos, como algumas crônicas não provocará muita reforma e edificação. E por outro, se for apenas relatar a reflexão, então deixaria de ser um diário do ocorrido. Então farei o seguinte: misturarei os dois. Talvez fique um pocado longo; mas tentarei utilizar uma linguagem o mais envolvente e interessante possível; pois realmente, o conteúdo é longo. E como se diz o ditado: Tudo que é bom é trabalhoso. (obs: até mesmo a "graça", pois Jesus teve que enfrentar a cruz).

Bem, depois de muitos rolos, o Rodrigo, my primo, decidiu que iriamos acampar com o pessoal de Jacareí em Jacareí, mas que iria algumas pessoas de São José dos Campos também. E isto, se não me engano foi uns 8 dias antes do Carnaval. Bem, ai na sexta foi uma correria daquelas. E eu já estava com o coração pesado por saber que deveria estar fazendo outra coisa (preparando para entrar no Sábado, e não para ir acampar). E também tinha total noção das consequencias desse ato. Mas lá estava eu.

SEXTA-FEIRA
Umas 16h sai com o Peu (outro primo) da casa da minha vó, rumo a SJC. E eu com a minha "mochila cargueira de 85L" novinha, com apenas 25kg de carga. E conversamos a beça no caminho, como enquanto pegávamos o trem; sobre as expectativas do acampamento, a "familia dele", entre outros. Tudo ia dentro do esperado até que na estação Armenia de metro, ocorre um engarrafamento, e simplesmente ficamos 15min. parados ali. Lá para umas 18h chegamos no Tiete, e ao comprarmos os passaportes do "Passaro Marron" eis que a próxima vaga eram as 19h30min. Bem, então enquanto esperavamos esse "tempo" passar, jogamos uma tranca, jantamos, o peu se stressou quando falou com "a familia da namorada" no tel.

Então começou as decisões pessoais, minhas, tipo, não quero envolver o Peu nisso, apesar dele estar junto. Mas estou dizendo de forma subjetiva, dentro do meu conhecimento, da minha consciência, de saber o que devia ou não fazer, de qual era a vontade de Deus; eu tomei a decisão de "negar a Jesus". E como essas palavras doem! Pior ainda é quando percebo que não estou chorando ou em agonia por ter ferido ainda mais Jesus; por estar com os "olhos ressecados".

Bem, a primeira decisão foi a de ao invés de preparar para o sábado, me preparei para o acampamento. No lugar de estar fazendo um culto de por-do-sol, estava jogando tranca. Mas ali na rodoviária, na porta de embarque notamos que os onibus estavam atrasados, e enquanto isso jogamos 2 partidas de truco com dois carinhas que achamos no bolo ali, mas eles eram "NADA novatos", alias fizeram uns negócios para embaralhar do tipo que "ilusionistas de baralho" fazem. E ai, logo paramos, antes que a derrota fosse "humilhante". E pegamos nosso buzão umas 19:45. E no caminho, fomos jogando truco até São José dos Campos. Era sábado, e ao invés de eu estar com meu coração puramente adorando o Criador, voltado a Ele, desncansando no Seu serviço. Ali estava eu jogando truco.

Chegamos no ap. do Rodrigo umas 21:30. E ali passamos a noite. Aliás, parecerá estranho, mas entenda bem, foi a melhor analogia que descreve a sensação. Quando olhei aquela vista do banhado, das montanhas (serra) no horizonte do vale e "ESTRELAS"; foi como se tivesse esvaziado tudo na privada, após estar segurando e apertado cagar por 1 ano!!! Pois a cada dia que passo nesse lugar hostil, humano, mórbido, chamado "Grande São Paulo", onde tudo que se vê são pessoas muito capitalistas, que vivem frenéticamente, cheio de tranzito, ruas, asfalto, concreto... não se vê "verde", não se vê "vida", mas sim é um soluço da morte... essa cidade grita com o grito da morte; horrível, horrível. E a noite, ao olhar para o céu, o que se vê? Simplesmente cores estranhas devido a poluição do ar, mas nada de estrelas. Não há onde descansar os olhos, muito menos o corpo. É um suicidio viver aqui, sendo que aqui há pessoas que vivem o mesmo tanto do que em São José dos Campos, no sentido de tempo.

SÁBADO
Após uma noite mal dormida, devido às pernelongas, - talvez tenha dormido pouco mais de 3h, e olha lá - lá estoy yo nas horas matutinas de sábado. Mas que sábado foi esse que não tinha nada de sábado? Não que a equação tenha mudado, mas sim, que eu decidi alterar os valores e colocar 5 onde deveria estar 10, colquei y onde deveria colocar x.

Bem, eram nove e tantos, quando chegou o pessoal de Santo André, meu tio kleber, a familia do peu... e ai "enroling" (a ação de enrolar, tempo passar, falar a coisas que no final do dia nem lembra que falou, tempo desperdiçado). Até que umas 10:30 chegamos lá no local de acampamento.

O LOCAL
Era lindo, expetacular, um belo gramado enorme que se extendia grandiosamente. Haviam pavões andando pra lá e pra cá. Majestosas arvores que faziam sombras confortantes. Uma piscina básica, um ótimo campo de futebol, e uma quadra poliesportiva. Ao norte, a porteira, ao leste arvores e mais arvores cercando o local, ao oeste, cozinha, salão de jogos, arvores e mais arvores, ao sul, um majestoso milharal que se extendia até a base das montanhas que preenchiam todo o horizonte com incontáveis eucaliptos enormes que dançavam com o vento; ao olhar para o chão, via-se o gramado, belas plantas, e "vida animal", como as trabalhadoras formigas amareladas e de bunda branca, ou mesmo esquilos! Olhava-se para cima, e via-se majestosas arvores cobrindo o céu que brilhava o seu azul, e de noite, majestosas estrelas! Fechava-se os olhos e contemplava-se a maravilhosa sinfonia dos passaros a rejubilar, e do coro da biodiversidade noturna que soava onipresença. Andava um pouco, e encontrava um tucano, ou memso bélissimas araras com sua penagem e louros tagarelas. Subia-se o campo e via-se curiosos e sensacionalistas buscando ver, ao vivo, cobras marginalizadas pela sociedade.

Chegamos no meio dos grupos de escola sabatina, e eu não participei. Depois fomos para o culto. Feito num lugar nada digno para isto (numa espécie de establo). As sombras das frondozas arvores seriam de muio mais precie. Mas o culto foi vazio, certamente, principalmente, pelas "minhas decisões", por não ter-me preparado para isso, mas para acampar. Todavia, não nego que o sermão foi, como diz meu tio, "muita teologia e pouco Espírito". Mas teve lá seu proveito, uns pensamentos, umas frases, umas reflexões, pois a mensagem em si foi muito boa, porém, soava muito falácia, ou era eu que estava muito endurecido.

Depois teve comida, e nessa hora passei deliciosos 20min. com minha priminha-subrinha Iasmin que é linda, andei com ela no bosque, mostrei para elas uns animais, arvores, frutas e ela ficava impressionada como todo bebe que acaba de abrir os olhos para a vida. Depois um pouco de "enroling". Depois, debaixo de um torrante sol, armava-se as barracas. Aliás, usei todo meu conhecimento, adquirido com os desbravadores para montar da forma e no local ideal, e mesmo improvisando os espeques com estacas de madeira (que bom que levei o facão). Depois disso foi mais enroling e enroling. Até que no meio da tarde vou para SJC (tipo o acampamento é em Jacarei) com o Rodrigo, a Tamires e a Jessica. Lá, comemos umas babozeiras, como nutela e bolacha. Enrolamos, e então o tio chega. Passamos no Carrefour para comprar algumas coisas, e voltamos pro camping, umas 18:30! E fiz do sábado, um acampamento, e minha cosciência estava armagurada, vazia, abatida...e pior: não arrependida, mas apenas lamentando. Depois mais enroling. Até que vem a noite, e jogo um futebol de salão na quadra, e foi muito bom, eu joguei até que bem, foi muito bom mesmo, joguei umas 2 horas ou mais. Numa hora entrou um garotinho, de uns 10 ou 11 anos no meu time, mas ele DETONOU, ficou apelidado de "garrinchinha".
Depois eis que acontece a primeira coisa digna do dia, conversei com uma pessoa fora da "panela da minha familia" (pois o acampamento, era um festival de panelas, o pessoal do Luzeiros do Vale, de Jacarei, Mogi, os de SJC, e minha familia.) [O mais estranho´é que o Rodrigo - não que toda a culpa fosse dele - fez uma certa "DESintimidade" com o pessoal de SJC, devido às suas atitudes "a la Rodrigo".] E conversei um bom tempo mesmo, que passou como raio, com a Ana, e o papo estava bom, não era do tipo "enroling" mas do tipo, um Congresso de Pensamentos e Reflexões. Depois disso, até fiquei um pouco com o pessoal de SJC. Aliás, não era a "turma de SJC, mas representantes". Porque uma pá de pessoas não foram!!! Cade Lili? Cade Flavia? Cade Culper? Cade João? Cade o pessoal do outro acampamento?
Mas e quanto a mim? Cade o Evandro? Cade o profeta? Cade a devoção diária? Cade a pessoa compreensiva? Cade a pessoa que falava coisas profundas? Cade a pessoa exemplar, de testemunho? Enfim, não era uma formiga, que picava, incomodava, mas que deixava marcas; mas apenas uma borboleta que se avistava pelos olhos, te rodeava, e às vezes pousava, mas que logo voava, e sua presença nada deixou, além de uma companhia e uma bela foto.

Após foi enroling, até que o pessoal de SJC ficou ali nas barracas conversando com o rodrigo. Mas eu já estava de saco cheio de ouvir bobagens. E um dos "intuitos" que eu fui pro acampamento, era de "descansar", e não "estressar", e de aproveitar o dia. Ou seja, acordar cedo e bem disposto. E isto envolve dormir cedo. É certo que a maioria "das conversar" rola de noite. Mas já parou para pensar o por quê? É porque a mente está entorpecida pelo cansaço do dia, e fica num estado semelhante em parte, mas não em intensidade, com a embriaguez. Aliás, por que a sociedade moderna vive a noite? Bem, no fundo quero dizer que não tem como escapar, o dedo de Satanás está nisso. Aliás, aonde é que não está? E assim, lá para uma 24:15 fui dormir, envolto de muito barulho humano que calava a sinfonia do bucolismo. E o dia do Senhor foi o dia das decisões erroneas e amargas consequencias do Evandro.

Bem, mas antes de dormir, eu ouvi o Rodrigo conversando e ele disse uma coisa que me fez pensar um pouco. Se não me engano a Debora falou que estava pensando, refletindo coisas assim. E o Rodrigo então disse: "Aff, refletir, pensar, que coisa mais depre, triste, sozinho...". É esta a visão que ele tem. Lamentável. O problema não é o Rodrigo em si, eu nem pensei nele, pois alias, o conheço minha vida inteira e isto não era novidade alguma. Mas pensei, em como a grande maioria das pessoas pensam. Elas pensam que "pensar", "refletir" coisas que levam ao "autoconhecimento" são coisas nocivas, perjurativas ao bem estar. Que loucura! E na verdade o grande problema é que tais pessoas ao olharem para dentro de si, o que encontram? Um chiqueiro, um vazio, um homem limitado, cheio de pecados, vicios. Um homem carente de Deus, mas que não quer deixar seu orgulho e confessar que necessita dEle. E assim vivem na inquietude da vida, onde tudo não passa de um passatempo, até que a morte chegue. Oh! Que dias perigosos que vivemos!

DOMINGO
Após uma ótima noite de sono, umas 7:20 da manhã e lá estou eu de pé, arrumando minhas coisas na barraca, enrolando o isolante, o saco de dormir... e logo estava tomando o café da manhã - meu e como comi. Alias, comi muito muito muito mesmo nesse acampamento. - Depois eu e o peu jogamos futebol no campo até umas 11h e tantos, com o pessoal de lá. E foi bem dahora, apesar de eu ser bem perdidão no campo. Mas após dois jogos, o time se acertou, e ai ninguem nos tirava. O embaçado foi que um corintiano fez birra lá, e meteu as travas no Peu (estava descalço como eu); e ai os caras também começaram a mostrar as travas para mim, e ai paramos de jogar. Mas o interessante foi que a Maria foi lá, gritou, botou ordem e jogou, e fez altos gols. E tipo, a maria tem 74 anos!!! Querendo ou não, impressiona qualquer um.

Depois desse fut, nada como uma piscina para refrescar. Alguns mergulhos. Umas brincadeiras do tipo: briga de galo, piramide humana etc. E em pouco de enroling, e então lá vamos nóis almoçar. E meu, creio que foi o melhor feijão que já comi na vida. Bem, e ai, após o almoço, foi só enroling por umas 2hr... o pessoal podre colocou os colchonetes na sombra e ficaram lá deitados no enroling. Mas eu aproveitei para descansar um pouco, devido ao fut. e tipo, estava um sol animal. Ai, fez a digestão, abriram a piscina, e lá vai nóis nadar de novo. E já eram quase umas 16h30m, e lá vamos nós jogar um fut. de novo. Mas confeço que estava meio desanimado pra jogar, tipo, só fiquei de zagueirão mesmo, uma vez ou outra que subia. E meu time não parava de ganhar. O mais dahora é que eu estava trombando com todo mundo hehe. Logo os adversários percebeu que apesar da minha aparência magra, o jogo de corpo comigo não seria nada nada fácil. E foi indo o fut. até que começou a dar o por-do-sol.

Ai naquela virada de noite, apareceu uma cobra lá num parte que é um gramado enorme, perto da tirolesa. E ai vai um bando de curiosos ver. E então foi enroling e enroling com o pessoal ali nas brracas até que fomos tomar um banho, mas ai deu um problema nos chuveiros. E tivemos que tomar banho lá no "establo, cassino, igreja, matadouro, banheiro..." (hehe). E foi moh enroling, porque soh haviam 6 chuveiros, e os caras estavam enrolando. Depois aquela deliciosa janta. E logo após a janta teve um pouco de enroling até irmos para o fogo do conselho. O mais engraçado era ver as meninas usando lanternas, usando tennis, meia etc. porque estavam com medo que em qualquer lugar do chão que fosse verde e que fosse escuro, tivesse ali uma cobra com vontade de picá-las. [cada uma].

Bem, o fogo do conselho começou muito bom, com aquele tradicional canto de forma solene, no escuro; onde não há com o que se distrair além das deslumbrantes estrelas, que quase me deixara com torsicolo. Mas ai foi uns carinhas solar, ai já houve um pouco de "sorry". Depois o pastor fez um longo sermão, não que tenha sido cansativo, pelo contrário, foi um ótimo sermão. Mas tipo, não algo cara de Fogo do Conselho, onde normalmente é aquele torrencial espiritual; com mensagens poderosas, fortes, reformadoras, persuasivas, penetrantes, profundas, que atingem o mais fundo da alma, que levam a pessoa a refletir. Mas apenas pareceu um bom momento. E só no final do sermão é que acenderam a enorme fogueira, que chegou a quase uns 7m de altura! Mas logo acabou, não houve aquele momento "pós" sermão, em que o pessoal se confraterniza solenemente até que ficam "às brazas", orações, confissões, pedidos de oração... mas apenas uma turminha ficou ali de forma "panelation" (adververbio de modo; derivado de "panelas"). Então, após isso fui para a barraca dormir. Enquanto que meus primos ficaram na barraca do lenny jogando truco. Mas eu logo dormi.

SEGUNDA
Umas 7:20 acordo novamente, só que todo quebrado, com muita dor muscular, tipo comi muito queijo e leite, é nisso que dá. Do tipo, fazia muuuuuuuuuuuuuuuuuiiiiiitttttttooooooooo tempo que não sentia tamanha intensidade, lembrou-me de quando fiz a trilha Mogi-Bertioga pela primeira vez. Nossa! as pernas então. Para levantar e sair da barraca foi doloroso. E já pensei "hoje vou ficar só de molho". Os demais estavam dormindo que só, principalmente o Peu que também jogou fut a beça. Então fui comer, e enquanto comia e comia, conversei com duas pessoas ali que também eram desbravadores,, do clube Luzeiros do Vale, adultos. E ai umas histórias de Campori. Umas idéias sobre como tratar a molecada. Um deles contando de como estava levando a mensagem da Reforma da Saúde no seu trabalho (falamos um pocado sobre isso). E também uns insentivos persuasivos para o filho do carinha. E sabe, foi bom, foi tipo, o segundo "introsamento trans-panela" que ocorreu; e para isso, eu tive que deixar "o pessoal" de lado.

Depois mais enroling. Até que fomos para as gingacanas, mas ai eu tava todo quebrado, eu não dava pra participar; pelo menos o acido lactico teria que baixar o nivel um pocado. E foi até que legal, mas foi uma frescuriti a beça dos demais. Porque uma pah de pessoa não quis participar e só ficar olhando, porque não queria "rolar na lama", suar, ser observado e essas frescurites todas. Aff. Vamos dizer que talvez uns 20% das pessoas NO MAXIMO que estavam no acampamento participaram. Meu! Se é pra ficar sentado sem fazer nada, ficava em casa! Depois tinha que ficar ouvindo reclamações e resmungos do tipo "ai! não tem nada pra fazer. Ai! que tédio.". E como digo, NENHUM SER HUMANO PODE DIZER UMA COISA DESSA. Existem uma infinidade de coisas para faze a todo momento. Não existe culpa na ocasião, circunstância; mas na atitude da pessoa quanto a isso. Na realidade, o que essas pessoas deveriam ter é a humildade e sinceridade de dizer: "eu não quero fazer nada; e aquelas coisas que gostaria de fazer não são possíveis no momento ou estou com preguiça; e não estou aberto para novas idéias e criatividade quanto ao que fazer."

Bem, e ai eu já estava ficando de saco cheio daquele pessoal em estado transbordante de ociosidade, apenas vendo os outros fazendo. Tais não pensavam. Não agiam. Não reagiam. Simplesmente pareciam um bando de zumbis parados a sombra, olhando para o além enquanto as nuvens transitavam pelo céu. Então, eu fui dar uma volta, mas estava tão acabado, que encontrei uma ótima sombra, perto dos pavãos e araras, e ai deitei num daqueles bancos. E fiquei pensando e pensando, até que tirei um excelente cochilo, e quando acordei (uns 30min depois) estava muito mais disposto e com menos dores. Então começamos a jogar bexigas cheia de água um nos outros. Mas o "sem noção" (preciso dizer quem é?) jogou na minha tia Rosa que estava estudando a lição, resultado: "uma biblia e uma lição pingando água".

Daí, depois de uns "rolos" fomos para a piscina. Brincamos um pouco. Dei uns mergulhos. Mas logo sai, não estava muito afim de piscina. Estava sim com fome. E logo fui pro almoço, que estava demais. E após o almoço, ouve um bruto enroling em larga escala quase no acampamento inteiro. Até que então, eu não aguentei ficar naquele estado de "pasmo", e soltei as correntes do pensamento e da reflexão. E fui dar umas voltas, observar a biodiversidade, as belezas que Deus criara. E foi quando me deparei com um lugar que havia duas espécie de circulos grossos formados por enormes bambus, e o chão no lugar era lotado de palha das folhas que se desprendia deles.

Então ali tive uma profunda auto-reflexão com os bambus. Pensei em várias coisas, mas seria um post apenas nisso. O ponto culminante foi quando reparei bem nas incontáveis folhas de palha espalhadas pelo chão, eram incontáveis. E primeiramente o que pensei: "E daí? E daí que há centenas de milhares folhas de palha no chão? E daí que elas se desprenderam dos troncos? Pois é normal, COMUM." Foi ao deparar com esse meu pensamento que me espantei, estremeci, endureci, gelei por dentro; pois lembrei de Adão, exatamente a cena em que Adão após o pecado contemplou a primeira folha a se desprender da árvore e cair no chão e tornar-se palha, e que isso provocou-lhe o mais angústiante planto possível. Mas e eu? Não, eu não estava nem ai, longe de derramar uma gota mesmo se reunisse todas aquelas folhas. Estava duro como um pedra. Infectado pela cultura capitalista moderna, no qual não se tem amor a vida, a Deus, as coisas que Ele criara. Não estava chorando e nem sentia remorso em contemplar com os meus próprios olhos as conseqüências do pecado. Estava acostumado com tudo aquilo. "Quem é esse homem?" - perguntei a mim mesmo, como se olhasse para um espelho. Onde estava meu fervor? Onde estava minha fé primitiva? Onde estava meu primeiro amor? Onde estava minha repuldia, ódio do pecado? Onde estavam minhas lágrimas quando pessoas a minha volta estavam nas trevas da ignorância, carentes da Verdade, do amor de Cristo? Milhões de pessoas, como aquelas incontáveis folhas, estavam se tornando palha, mas minha atitude era: "E daí?" Foi quando, em todo o acampamento decidi voltar meus olhos para Deus, voltei meus pensamentos para Ele. E abri com sinceridade meu coração, dei-Lhe a PEDRA, e disse: "É dura, e não tenho forças para quebrá-la, e pouca força de vontade há. Mas eu preciso ser quebrantado, pulverizado. Que não reste nada de mim. Preciso de um coração segundo o coração de Cristo, puro e reto."

Existem pessoas que pregam e vivem o chamado "graça barata", em que esta é subjetiva. É a própria pessoa que se concede a graça. Tais até mesmo dizem: "Não tem problema, depois é só pedir perdão." Não é tão simples! Pois ali estava eu sofrendo duramente as consequencias de meu pecado quanto a transgressão do sábado. Desejara o perdão, mas não sentia o arrependimento. Desajava Deus, mas um forte sentimento de desapego e inimizade a Deus fluia em mim. Não havia constrangimento, o meu constrangimento era perceber isso.

Mas como Jesus tem frases simples e grandiosas. E sabe como Ele respondeu isso? Dizendo "Aquele que é mui perdoado é mui amado." Ele estava ali declarando todo o Seu amor por mim, o sangue que derramou por cada "palha" no chão, o Seu desejo de dar-me o perdão; tudo o que Ele rogava é que eu O buscasse, colocasse a minha vida em Suas mãos, jogasse todas as minhas angustias, todos os meus pensamentos, enfim, que eu esvaziasse todo o meu "eu" nEle. Mas algo inesplicavel, sem lógica alguma, fazia com que eu exitasse nisso, era simplesmente uma decisão tola de dizer "agora não".

E após toda essa reflexão... acho que passei 1hora ali com os bambus, até fiz uma pequena corda com aquela palha. Depois enroling um pouco com os primos. E ai começou a chuviscar. E ai fechei minha barraca, e junto com o peu dei uma extendida na barraca das garotas. E ai fui lá debaixo dos bambus me proteger da chuva, enquanto que os demais foram lá na colina de grama onde havia um imenso plastico grosso, onde estava tendo a brincadeira de boliche humano (bem legal). Bem, mas ai, começou a chover com tudo mesmo, muito forte, e eu me molhara todo, então fui lá curtir. De inicio tudo bem. Mas passou um tempo e chegou mais gente. Até que o Alex trouxe uma bacia de agua com shampoo para deixar mais escorregadio, e nisso, veio quase que o acampamento todo. Aí ficou um congestionamento humano imenso para sair correndo e pular ali, e escorregar por uns 20 30 metros. E nisso a chuva ficou mais forte ainda, e com muito vento. E foi quando senti aquele friozinho, de quando o corpo entre em estado de alerta, e joga todo o calor para região central, e você sente frio na superficie, no nariz, na orelha, no pé e nas mãos. E nessa hora duas coisas é perigoso: resfriado e hipotermia. E como a fila estava demorando, então ficava parado em pé, o corpo não exercitava e não se aquecia. Então decidi sair. E fui até o salão de jogos, e ali, me sequei e esperei a chuva passar. Já estava normal, mas percebi a pele fria. Então depois fui até o banheiro e tomei uma ducha quente de uns 10 minutos, para esquentar o corpo ,e depois agua fria, para ativar a circulação sanguinea e esquentar naturalmente. E ai tudo bem. Já meus primos, ficaram até de noite reclamando de frio (isto que estavam de calça e blusa), era simplesmente uma leve hipotermia. E um deles ficou doente de noite, e no dia seguinte teve muita febre (ou seja, pegou um resfriado).

E ai após tudo isso. A barraca das meninas molhou, estava no meio de um lago para ser sincero; e como eu tinha avisado na hora de montar... mas não me deram ouvidos... e ao invés de mover a barraca para um lugar alto e levemente inclinado, não, apenas ajusta melhor os espeques... (bem iriamos ver o resultado dessa negligencia depois). Já estava no findar da tarde, e o pessoal estava tudo mole. Uns jogando fut. no campo, mas eu, meus primos fomos jogar truco lá no "cassino" (como apelidou o lenny). Ai já dera o por-do-sol, e todos mortos de fome, principalmente porque o corpo gastou muita energia para aquecer-se por causa da chuva. E o Alex nos diz que o carinha que estava cuidando da janta tinha batido a cabeça lá naquele boliche humano, e por alguns minutos não sabia quem era, passou mal, e levaram pro hospital; e que a janta iria demorar bastante para sair. Então foi só enroling até chegar a hora da janta. Mas antes, eu e o lenny jogamos pimbollin a beça com o pessoal, principalmente com a Larissa e a Tamires, e uns carinhas de lá, e um bem "mala".

Chegou "teoricamente" a hora da janta. E encheram de mesas em frente a cozinha, debaixo daquele céu cheio de nuvens e com pouquissimas estrelas. Mas as horas passaram, eram 20h e nada. E então começamos a jogar tranca. Mas logo teve um mini-culto, que simplesmente "deveriam ter pensando bem antes de fazer aquilo". Ai pararam, e de repente, chegou uma picape S-10 lotadérrima de pizzas. E estava bem deliciosa, tão quão gordurosa, e comi apenas uma fatia. E depois me enchi de banana. E fiquei inconformado que trouxeram incontáveis quantias de pepsi e guaraná!!! E ai perguntei pro Alex: "Cade o suco?" Alguns deram risada, mas logo o riso sumiu, quando perceberam que eu falara sério. E de repente, me vi cercado de comilões e beberrões. Mas onde é que estávamos mesmo? Ah sim, num retiro, para fugir do Carnaval, a festa dos prazeres carnais. Mas ali estava um monte de pessoas, na glutonaria. - Sinceramente, fiquei muito bravo nessa noite, devido a isso.

E então após enroling um pouco, fui pra barraca dormir. E no caminho uns carinhas me convidou para fazer uma vigilia na quadra (com uma garrafa de pepsi na mão). Mas e ai quando perguntei o que faria. Eles disseram que iriam encher a cara de pepsi e ficar a noite toda acordado ali conversando... [que decepção, quando pensei que fariam uma noite a "la Getsemani", na realidade, eles pretendiam...]. Ao chegar na barraca, o peu estava dormindo. E logo passou um pouco, e a grande maioria do pessoal estava dormindo, e então, os céus abrem as comportas.

TERÇA
Eram 2h da madrugada e acordei aos gritos das meninas (Jaque, Larissa e Jéssica), suas barracas pareciam um chuveiro e inundada pelo "grande rio", tudo isso no escuro da noite, na emoção do desespero e do medo, ed o sabor de "meu primeiro acampamento". Dentro de mim uma certa satisfação brotara, tudo soava como mais uma "história de acampamento"; até mesmo recordei-me um pouco do Campori ano passado, aquela chuvarada que caiu no final. E voltei a cochilar. Ao retomar a consciência - logo - percebi que alguns homens estavam ajudando a tirar a barraca daquele lago e transpor para um lugar mais alto e as malas (que não eram poucas). E que as garotas estavam na barraca da minha tia, falando que só, e pareciam um pouco em choque. Quando percebi alguem soluçando, então eu falo: "Segura a respiração por um tempinho quem estiver soluçando." (algo que todo mundo deveria saber, mas não sabe). E então elas começam a gritar, meio que num grito de resmungação e ataque a minha pessoa, por estar acordado, e não ter dado uma de superman, e ter feito a chuva parar, a barraca parar de transbordar, as malas secarem; por não ter salvado-as. Mas o que eu poderia ter feito? Nada! (na perspectiva delas), apenas o que aqueles rapazes fizeram, de colocar a barraca num ponto mais alto. Porém, não foi isso que eu havia sugerido e avisado no primeiro dia, enquanto montavam as barracas? É um daqueles tipicos casos, das pessoas que não querem sofrer as conseqüências de suas decisões tolas. Na hora da decisão, optão pelo mais fácil, comodo, que mais lhe sasia o prazer e vontade (de montar logo, e jogar as malas la dentro e ir se divertir). Mas na hora de colher as consequencias, ficam malucas! O grito delas não era apenas para dizer: "Você deveria ter acordado, saido da sua barraca, tirado a barraca daquele lugar, e retirar as malas, e nos colocar em um lugar seco." Não! Nada disso. Mas sim: "Você que é "o cara" de acampamentos, que montou aquele varal, etc. Você deveria simplesmente acabar com todo o problema, de forma tal que a agua na barraca sumisse e não mais entrasse, e que tudo ficasse seco!"

Fazendo uma analogia, vem aquela reflexão que o Dr. Sang Lee faz em seu livro-médico chamado "Liberte-se". Resumidamente diz assim: "As pessoas vão numa festa a noite, comem doces, açucares, refrigerantes, frituras. Após vão para casa e no meio da madrugada acordam com incomodo no sistema digestivo, ficam enjoados e perguntam: "O que é que me fez mal?" Não ficam arrependidos pelas suas decisões, mas apenas querem que suas consequências naturais, incomodas, não aconteçam. Vão para o médico, e ele lhe receita um remédio que aliviará aquele incomodo. De tal modo, que possa voltar a dormir em paz." Meu, quer solucionar os efeitos? Então haja na causa. Quer ter uma vida de bênçãos? Então tome sabedoria de Deus para tomar as devidas decisões da prudência.

Pecamos contra Deus. E a consequencia disso é o mundo como é hoje e sua tendência catastrófica. E todos nós, querendo ou não, caminhamos para a morte. E qual é nossa reação, ou deveria ser, quanto a isso? "Senhor, eu não quero morrer! Me salve! Me retire desse mundo louco!" Então Deus, sabe que não adianta trabalhar com as consequencias. Então Ele resolve "a causa". Ele não oferece um remédio para enjoo, mas descreve uma alimentação adequada e bons hábitos alimentares. Ele não diz: "faça tais obras, ou me dê tal quantia em dinheiro... e coisas do tipo "compre sua salvação"." Mas sim, "entregue a sua vida ao Salvador, Jesus. Permita que Ele faça uma cirurgia em você, remova seu coração de pedra e lhe dê um novo, de carne. Depois, pegue a sua cruz, e siga-O." Porém, a grande maioria das pessoas, não gostam dessa "bula"; e se enganam com falsos remédios que pretendem apenas aliviar as consequencias e não a causa. - É triste ver isso estampado no caráter de algumas pessoas.

Bem, interessante foi que não tive muito sono nessa noite, certamente, foi devido àquela pizza. E eram umas 6:40 quando acordo. O resto do pessoal tudo dormindo. E então, lá fui eu comer. E novamente, "como comi!". Conversie com um carinha lá de SJC um pocado, mas ai ele terminou de comer, e eu continuei. Ai veio uma garotinha linda, loirinha, olhos azuis, deveria ter uns 4 anos, e ficou conversando comigo. Depois veio a Isabela. E ai, eu já estava cheio, e caminhei rumo as barracas.

Cheguei lá e o pessoal estavam infectados pelo stress. Não era só ao pessoal que teve "uma noite mal dormida", mas os outros também demonstravam claramente aquele mal humor sem motivo, indisposição, e um forte desejo de "ir embora logo". Creio que um dos principais culpados tenha sido as "pizzas". E nisso foi uma manhã um pocado chata.

Ai eu logo comecei a arrumar as minhas coisas. A secar o saco de dormir, que molhou devido a umidade do chão (tipo a barraca é muuuiiiiito velha) e que tinha emprestado pro Peu. Etc. Ai apareceu o tio Dirceu, e fui com ele e o Rodrigo até SJC, deixar o tio no trabalho, e já deixar boa parte das malas e colchões no ap. do Rodrigo.

Depois de volta ao acampamento, arrumo mais um monte de coisas debaixo "daquele sol". Ai a maior parte do pessoal forma embora, ficou apenas eu, o lenny e a tia, esperando o Rodrigo voltar. Enquanto isso eu o lenny ficamos jogando pimbollin, e depois fomos almoçar, e comi, talvez, a melhor lazanha da minha vida! A massa foi feita na hora, pra ter idéia. Meu! Estava bommmmmmm demais! E ai, após um pouco de enroling, nos despedimos do pessoal, e fomos pra São José na casa da tia.

Cheguei no prédio e fui pra piscina. Depois fui com o Lenny jogar cinuca, no qual ganhei dele de 3x1!!! Huhuhu. Ai o pessoal foi pra academia lá, e eu estava meio desejoso de me exercitar. Primeiro queria correr na cidade, como da outra vez que dei uma volta no banhado (uns 20km). Mas ai meu tennis estava molhado. Ai fui pra academia, e corri uns 25min na esteira a 11km/h ou era milhas (não dava para saber). Ai fui pra piscina de novo, e a Maria Clara (uma vizinha do Rodrigo), estava lá. Ai depois foi moh enroling, até vi um pouco de jornal na TV, e em 20min, já estava de saco cheio de Carnaval hehe. Então joguei com o Lenny uma partida feroz de tranca, mas quando terminou, antes de contar os pontos, saiu com o Rodrigo, a Larissa, Jaque e a Tamires para tomar açaí lá no Bosque (um bairro), fomos no Trailler do Açaí mas estava fechado, ai fomos no Point do Açaí. E logo de cara, aconteceu uma cena comica. Eu fui sentar no banco, mas a Lari tomou a frente para sentar-se; ai tu tipo, puchei o banco, mas pra ela perceber "haha, não adianta não, eu vou sentar aqui." Mas ela, nem percebeu, e foi sentando, e sentando... até que quando percebeu estava sentada no chão; e todos "cascando o bico". Fora depois o escandalo da Tamires porque a Jaque roubou sua granola. Ai na volta o Rodrigo colocou a cabeça pra fora enquanto dirigia a uns 60 km/h, e o boné saiu voando, e o tonto não quis voltar pra pegar. Depois fomos numa locadoura e pegamos um DVD (aliás, eita lugar CARO!).

Ai, no apartamento novamente. Eram umas 11 e tantos da noite quando começamos a assistir. Era um desenho, não lembro o nome, dos mesmos criadores de Sherek, da história de uns animais que iam armezenar comida, e ai um guachini espertam os enganam, e ai tem a tarturaga medrosa mas sensata, e o urso malvado. E só sei que nos ultimos 7min de filme eu dormi haha, e acordei no Cast. E então, durmo.

QUARTA
Umas 9h20 eu acordo, tomo um banho. E depois de 4 dias faço uma meditação, estudo a lição e faço o animo biblico. (ainda bem que estava adiantado aantes de ir pro acampamento). Termino de arrumar as coisas. Tomo um café da manhã. E então vou rumo a São Paulo. Primeiro faço uma caminhada de uns 20min, com aquela mochila com 25kg, alias deveria estar mais pesado, por causa de algumas coisas molhadas. AI chego lá no ponto, debaixo do viaduto, na Dultra, de frente ao posto ipiranga. Espero uns 20min. e finalmente passa um Passaro Marron vazio. Após uma viajem de 1hora refletindo sobre os ultimos dias. Chego no Tiete, vou até a Luz, e de lá, 40min depois estou no Brás, e 1hora depois estou em Santo André, e 20min, depois em casa. (quebrou um trem na linha da CPTM, e foi um caos de demora).


E ai, FIM do Feriado de Carnaval em SJC.


Consideraçõs Finais
Como sempre, sempre há algo novo para se aprender, refletir. É a experiência de vida, intelectual e prática que se cresce principalmente quando se sai da rotina. E nesse acampamento, isso não ficou faltando. Bem, por um lado, confesso que já tive muitos acampamentos melhores, não num sentido "territorial", mas no ambito espiritual e de introsamento. Muitos se prendem muito ao lugar, mas nos incontáveis acampamentos na minha vida, destaco um que participei, foi no final de 2005, no qual realizamos um "interunidades" com o clube Omega (que eu participava) e o clube Guardiões da Mensagem de desbravadores. O local era muito simples mesmo, pra ter idéia apenas pagava-se 10 reais por pessoa pelo local, não havia piscina; o campo foi a area de acampamento. Era um lugar totalmente simples mesmo. Mas certamente disputa a primeira colocação com um acampamento de carnaval em 2003 e no campori de 2005 no quisito espiritual. Foi muito bom mesmo. O acampamento foi espetacular, e isso que não havia uma sala de jogos. Não havia comodidade, mas havia um poderosa presença e influência de Deus, e isso, simplesmente é TUDO!

O que quero dizer, é que muitos buscam um acampamento apenas observando o quisito "local" e sobretudo "COMODIDADE". E esquecem que essas coisas, sinceramente, são vaidades! O que realmente faz a diferença, a única coisa que importa é Deus. Do mesmo modo como o povo de Israel atravessou o deserto por 40 anos, a comodidade não tinha lugar. Ou mesmo Elias quando ficou em exilio por anos apenas contando com a presença de Deus. E Jesus quando fora para o deserto por 40 dias; e mesmo quando estava com os discipulos em diversos tipos de lugares, e normalmente, não se via sinal algum de comodidade. Se os lideres da IASD, principalmente aqueles que promovem o acampamento, simplesmente colocassem Deus onde realmente deveria estar, que simplesmente é na posição de "onipotencia". Deus é tudo! O resto é resto. Certamente os acampamentos seriam extraordinários. Quantas "vizitas" não se converteriam, ao estar num lugar onde legiões poderosas de anjos estivessem acampados ao redor daqueles que buscam a Deus de todo o coração? Mas o problema é que Deus não tornou-se a essência em muitos acampamentos, mas simplesmente "a parte espiritual". É assim que estão fazendo as coisas, apesar de professar "que sem Deus nada é possível." (Ôo hipocrisia!). Jamais deveria ser feito essa classificação, essa coisa partidária, essa coisa que "Deus tem o seu lugar", de que "há a PARTE espiritual". Isso deveria ser a essência! Tudo deveria ser planejado, conduzido, feito, não em prol da "parte espiritual" mas de Deus. Como é necessário reforma nesse sentido! Me pergunto, se os membros que planejam esses acampamentos, pelo menos leem, refletem o que Ellen White diz no livro "Mensagens aos Jovens", no capitulo "A Maneira de Passar os Feriados".

Creio que esse acampamento, no meu nicho (vamos assim dizer), não foi lá muito bom. Principalmente, porque o Rodrigo estava meio "queimado" com a maior parte do pessoal, e isto criou muito preconceito e barreiras de ambas as partes para entumarmos com o pessoal entre outras razões. Mas algo que notei claramente nesse acampamento foi o espirito de "desunião". Você observa bem, e pensa: "Aqui estamos nós, irmãos adventistas que aguardamos e nos preparamos para a volta de Jesus reunidos; mas cade o amor, a irmandade?" "Como é que pode ser essa geração, a geração que representará o caráter de Cristo ao mundo?" Aliás, todos pareciam estar aptos para tirar uma boa soneca; mas não reparam que já são quase meia-noite!?! (veja essa postagem: "9:30 da manhã"). O pior de tudo, é reconhecer que fiz parte da mentalidade "9h30min".

O Alex foi quem planejou, foi o braço que mobilizou o acampamento. Falei um pouco com ele. E ele foi humilde: reconheceu que o acampamento deixou muito a desejar. Porém, manifestou a sua vontade, o seu intuito de fazer o melhor; mas que o grande problema, é que ele planejou tudo aquilo, correu atrás de tudo, em apenas 15 dias! Fora que ele não é um cara muito experiente na questão de acampamento, principalmente em dirigir um. E creio que o grande problema do acampamento não coube ao Alex, mas sim aos individuos como um todo, em suas decisões ali de viver um "panelation". Se todos fossem ali com um coração sedento de beber da água da vida, certamente, teria sido um outro acampamento.

Não tenho do que reclamar. Aliás, alguma vez na vida tive motivos para reclamar? Quando na verdade, estou muito melhor do que merecia. Sò pelo fato de ter refugiado alguns dias na natureza, num lugar bucólico, com um ar limpo; longe da TV, longe do PC, longe da Grande São Paulo... já são motivos para agradecer e MUITO a Deus.

Outra coisa que gostaria de falar era sobre a Maria, a velha ricassa dona do lugar. Pra ter idéia, aquele terreno valia mais 8 milhões de dólares. E parte dele foi concedido a rádio Novo Tempo. Ela tem 74 anos, mas tem uma energia, vontade, saúde que deixa muitos jovens na palma da mão. Ela jogou futebol no campo e marcou uns ótimos gols etc. Ela gritava a beça, ela fala com autoridade, comando. Administra aquele lugar enorme. Familias trabalham para ela. Ela banca o clube de desbravadores Luzeiros do Vale. É exigente etc. E apenas tem um propósito claro na vida. Percebe-se claramente que não há mais o que desejar nesse mundo, não há ouro para ela aqui. Pra que vender a fazenda por 8milhões de dolares? Pra que isso e aquilo? A familia dela são as pessoas que ela ajuda, o clube. Está nos ultimos anos de sua vida (mas não duvido que passe dos 100). Poderia fazer uma profunda reflexão sobre ela. Mas o mais interesse é que ela mantinha a ordem. O pior é que outras pessoas se confrontavam com ela, devido aos seus interesses temporais e emocionais, e intuitos capitalistas, do tipo: "eu paguei", "é meu", "é meu direito isso.", "tem que ser do meu jeito", "eu comprei isso"... - mas basta refletir bem, e olhar com o olhar da honra e da ótica dela.

Também gostaria de tratar especificamente sobre a questão de pessoas que estão em alto grau de influência pelo Estilo de Vida do New Age, o qual tem o capitalismo por ferramenta, e todos os seus derivados. Quais? Basta ligar a TV para ver, ser acediado e influenciado. O que também desenvolvem aquela personalidade "urbana" e anti-natural. Mas isto é um assunto meio que a parte, que não envolve diretamente o acampamento. Então, quem sabe futuramente eu não trate disso. Mas como disse o Michelson Borges: "estamos em divida com Sodoma e Gomorra."

"por ventura, encontrará fé na Terra quando vier o Filho do Homem?"


Estamos estagnatizados, empacados no comodismo, nas influencias mundanas. E principalmente, vejo uma forte indiferença, sem principios, nem mesmo moral. As pessoas tem-se levado pelo o status cuo com a sociedade. Outros defendem tais, quando deveria estar calados, pois não há como defender. Precisamos de mudança, reforma, revolução! E isso é urgente e para ontem! Viva a la revolucion!!! Escudos serão destruidos, espadas serão quebrados, será um dia de sangue, um dia vermelho e empoeirado. Mas é assim que faremos desse dia a morte. Morte. Morte ao nosso ego, morte ao nosso eu! Que todo o sangue seja derramdo. Pois isto é necessário.

Como espero que tenhamos um ano de reforma!

4 comentários:

ana disse...

Puxa, Evandro.. E nós tínhamos tanto pra conversar! Eu, pelo menos, tinha zilhões de coisas pra te perguntar, discordar e trocar. Mas vc pareceu alguém que não se deixa conhecer, chegar perto (talvez se mostre apenas para quem te convém, ou é timidez, não sei).
Escreveu sobre as ¨panelas¨ do acampamento, mas eu quase sempre te via sozinho ou com sua família, e quando eu tentava me aproximar vc escorregava feito um quiabo rs. Falou sobre as pessoas entediadas, reclamando e presas às suas ¨panelinhas¨, mas talvez não tenha ouvido o que outras tinham pra falar... Também passei mais tempo com árvores e folhas do que com meus colegas.
Evandro, eu podia escrever um post maior do que o seu só sobre o que observei de vc, mas vou guardar um pouco. Sei que vc é diferente(especialmente se comparado com os primos), mas não é o ¨ser solitário e sombrio¨ que alguns pensam que é. Um exemplo disso foi o modo como tratou sua priminha Iasmin, como logo ficou rodeado de crianças quando começou a falar com a menininha loira, e como qdo conversou comigo (uma única vez, mas que fez mto bem)(e nem nos falaríamos se eu ñ te chamasse, vc ia passar por mim e só).
Sei lá, Evandro...não só você teve pensamentos embaralhados no acamp. Só lamento ñ termos compartilhado mais.
Talvez as expectativas com relação ao ambiente espiritual e as pessoas tenham falhado, mas, bem ou mal, tiramos umas lições. É provável que também NÓS devamos dar o primeiro passo...

Agora só pra fechar: vc não parece dono do abraço que tem, hehe (mas isso é só pq ñ te conheço direito, espero rsrs)
Abraço aço

Evandro Costa de Oliveira disse...

Eu repreendo a mim mesmo. Eu me escondi a sombra da minha familia. Eu estava nessa de panela. Tive uma péssima atitude quanto a comunicar com os outros; foram raras, às vezes que fui conversar com o pessoal "trans-panela".

E essa de "escorregar feito quiabo",foi um dos problemas gerados pelo Rodrigo; que eu, acabei dando ouvidos.

E tipo, quanto "as pessoas" que estavam reclamando do acampamento. São singulares, mas eu quis evitar nomes, nessa postagem, nesse tipo de uso. Para evitar "ouvir" depois... entende? Mas tipo, acho que relatei isso, outras pessoas me falaram bem do acampamento, que gostaram muito etc.

oh loko! ficou me observando tanto assim? Vá observar algo util, agora eu... só vai ver merda, principalmente nesse acamp.

Então, como voce percebeu, eu perdi moh tempão do acampamento a toa, como dizia no post "enroling", e mesmo jogando conversa fora.

Eu envergonho-me de minha atitude nesse acampamento, nos mais diversos sentidos, e na grande maioria do tempo.

ana disse...

Fica tranqüilo que vc não era o único elemento observável do acampamento hehe. Não quis ser indiscreta, apenas tentar saber um pouco do cara que só conheço via Blog. Além do mais,ñ foi nas suas ¨merdas¨ que reparei. Por mais humana que eu seja, evito julgar as pessoas pelos primeiros contatos. Ñ temas hehe

Willians disse...

Poxa, eu li todo o seu blog e sou do clube LUZEIROS DO VALE, e estou naquele local todas as semanas e nunca tinha me atentado de fato como lá é muito bonito. É interressante, estamos lá direto e não damos o devido valor e só quando alguem nos conta como é tal, paro para pensar e refletir o quão importante e o quão devemos dar o valor naquela chácara. Té mais e sucesso para você, ah, sem contar que você escreve muito bem.

flw

PS: Um pouco a desejar de como se referiu a minha diretora, mas tudo bem, cada um tem sua opinião e eu à respeito.