Algum texto

X Campori da AP - Servos do Rei

Aqui compartilho algumas de minhas experiências e relatos do que vivenciei dos dias 29 de outubro a 2 de novembro.

Quinta-feira – 29 de outubro de 2009
O dia foi ultra-corrido, havia preparado algumas coisas na noite anterior já na mochila. Mas fiquei o dia todo com o campori e a prova na cabeça. Cheguei do trabalho e não paro um segundo arrumando os últimos detalhes para a prova e para o Campori, foi muita correria, ao mesmo tempo que eu estava um pouco cansado e sonolento.

A van da faculdade chega, e lá vai eu entrando com a minha mochila cargueira de 95L e com uma corneta em Bb na lateral, e o pessoal já me pergunta onde eu ia, se eu sabia tocar aquilo. Tiro uma soneca no caminho e na faculdade ao invés de ir no CEPE como de costume nas quintas-feiras para me exercitar, fico na sala de estudos estudando para a prova do Carrion de Calculo 4. E na prova, puts! Esse professor é um campeão em superar o que você pode considerar ser o limite da dificuldade numa prova; fiz o meu melhor, ao meu ver, ainda mais pelo professor, é dificil acreditar numa nota acima de 5, alias, 4; se bobiar, a P2 foi meu adeus ao Calculo nesse semestre, e mais uma DP; bem, mas tem a Rec.

Termina a prova, pego a van que passou razoavelmente sedo. Mas ao chegarmos na Av. Bandeirantes, eis que pegamos mó transito, e o ponto de encontro com o ônibus do clube seria perto do aeroporto, na Pizza Hut. E uns 15 ou 20min. então chegamos lá; e quando chegamos eu vejo os ônibus já parando em frente a pizzaria do outro lado da avenida. Saio da van e atravesso correndo aquela avenida movimentada, onde direto motoqueiro é atropelado, e sinceramente, foi uma aventura.

No ônibus foi de boa; tranqüilo, conversando com a garotada e alguns amigos, como o Rafael, Willian e Davis. Aliás, mostrei um impresso para o rafa, de alguns papeis do Mercado, pois foi um dia de absurdas altas após a forte queda do dia anterior. Não esperava que demoraria tanto para chegar ao local, senão teria tirado uma soneca. Saimos ali da bandeirantes umas 11h30 quase e chegamos ao local do acampamento umas 00h30.

Sexta-feira 30 de outubro de 2009
Chegamos ao local, e eu confeço que estava cansado, mais psicologicamente, e com grande preguiça querendo um sono. Mas logo, a adrenalina correu. Quando tivemos que descarregar o ônibus e levar as coisas para a nossa área de acampamento, que era simplesmente no final da ultima rua, ou seja, o mais longo possível. Mais ou menos uns 400 metros. E então, várias viagens, indo e voltando, carregando várias caixas e coisas pesadas. (acho que umas 8x400 = 3,2km) Sem contar a mochila da Sheila que iria só no dia seguinte, ela estava levando não um armário, mas uma casa na sua mochila cargueira de uns 80L mais ou menos. E assim foi e foi, várias e várias voltas. Até que por fim terminamos; e eu estava exausto, havia acordado 6h40 para ir trabalhar, e estava indo dormir as 3h30 da manhã, depois de um dia extremamente trabalhoso e consumidor de energias tanto físicas quanto mentais.

Eram 6h30 da manhã e logo acordo. E tive uma péssima noite (melhor, 3 horas) de sono; devido aquele chão irregular para dormir, cheio de “tartarugas”. Acordo, porem, acho que a adrenalina estava suprindo o resto, e estava com mutia disposição mental. Estudei um pouco minha bíblia enquanto observava alguns clubes chegando e montando a área de acampamento, e algumas pessoas do Clube Omega acordando. Depois dou uma volta, vou no banheiro que ficava a uns 150, 200 metros. E ao voltar já eram 8 horas, o horário combinado pelo diretor Everaldo para acordar a galera, pego a corneta, e para quem ainda não havia acordado... com o Toque da Alvorada, ai me empolguei, foi a versão americana também, mais aquela do adeus. (comecei a brincar, para quem me conhece, sabe que eu me empolgo tocando; quanto mais toco, mais vontade dá de tocar).

Demorou bastante para o Guepardos Reais e muitos outros clubes chegarem, alguns só no final da tarde. E nisto, na manhã terminamos com o portal, demos uma boa melhorada. E foi muito bom, voltar a essa vida de carregar troncos de eucalipto, fazre amarras, se pendurar nas alturas numa madeira bamba, sem uma corda de segurança. Ao mesmo tempo, foi uma das montagens menos trabalhosas que tivemos, pois as unidades colaboraram mais do que eu previa, e do que vi em outros camporis; como a Gama que ajudou a Thauana e o William a fazer a cerca. E nisso também foi interessante a forma amistosa como eu vinha conversando com algumas desbravadoras que estavam com cede de um relacionamento, de uma amizade, de compartilhar idéias, conversar.

Os Guepardos chegaram, aviso a eles que vi uns caras roubando alguma de suas madeiras, mas não os encontramos de novo. E depois eu ajudei eles a terminar o incrível portal deles que ficou muito legla, muito 10. E nisso tivemos algumas experiências muito interessantes; talvez principalmente em fazer aquele trabalho árduo debaixo de um sol castigador que fritava nossa pele e suor; onde por alguns momentos a dor parecia insuportável nos braços, de tantas cavas feitas na madeira e de tanto apertar sisal nas amarras feitas com as mãos. Foram algumas horas de muito trabalho, muito suor; e nisso, o Eliezer passou por uma experiência interessante, quando teve que ficar na ponta de uma base não fixa de 6m de altura, balançando bastante, fazendo amarras; o qual teve que confiar nos meus nós e cadeirinha de bombeiro que eu fiz. E nisso, também reparamos em algumas pessoas, em especial uma garota do Clube 28 de Julho que parecia muito – pelo menos de cima do portal – com a Eliane do Elton.

Por volta das 6 horas da tarde fui tomar um banho finalmente, não pego fila, estava todo mundo ainda se ralando, construindo as coisas; e muitos ainda carregando coisas do ônibus para área de acampamento. E foi um banho gelado delicioso, para um dia em que ralei dentro de brasas.

Me preparo para a abertura. Fico conversando com algumas pessoas. E nisso, o Everaldo passa mal a tarde, e fica na barraca. Enquanto isso, eu, que confeço que estava muito, estranhamente cansado, pois ainda tinha forças de sobra para ficar muito tempo acordado trabalhando; foi passado a mim o comando do Clube (umas 80 pessoas). Então, após a janta (num dia que mal comi, apenas 4 fatias de pão integral, levedo de cerveja e um copo de leite de manhã; um arroz com feijão no almoço – e para quem me conhece... sabe que não vivo sem algumas frutas), janta qual mal comi também, acho que comi alguma coisa no Guepardos. Então fomos cedo para Arena. Chegamos lá, sentamos na frente, umas 19h20. Porém, a equipe ainda estavam arri,amdp as coisas e a programação de abertura foi começar apenas por volta das 21h20; todos já estavam exauridos. E ao mesmo tempo, confesso que foi a pior abertura de Campori que eu me recordo; até mesmo a mensagem do sermão, deixou a desejar, mesmo sendo do Pr. Udolcy; do que se costuma ver em Campori; e as músicas então, fiasco.

Terminou por volta das 23h30 a programação. E então eu e a equipe tivemos outro grande problema, por o pessoal para dormir, a maioria por conta própria foram dormir, estava exaustos, após o dia desgastante, o pouco sono da ultima noite e o sol. Já outros, estava ali apenas por segundas intenções, e quanto a isso, eu senti um enorme peso e responsabilidade, após perceber o “desejo sexual” explicito nas entrelinhas e olhar de algumas pessoas, e somando as histórias que eu fiquei sabendo, como de uma conhecida da MPV que engravidou num Campori e não sabia quem era o pai. E nisso, tivemos grandes problemas, e talvez o pior de todos eram a garotada órfão sem conselheiro de verdade, que estavam como ovelhas desgarradas pelo Campori; e eu, que estava já um pocado sem animo de sono, e vontade de dormir; apenas lá pelas 00h30 pude então, finalmente, ser o ultimo homem a ir dormir do clube. E quando estou me ajeitando no meu saco de dormir, e naquele chão de moinhos de terra; chega o Carlão, Renato, Jeferson e Sheila (que eu já, nessa altura imaginava que só viriam de manhã). E aí lá vai eu sair da barraca, sem camisa, num vento supere frio, e indico as barracas para eles dormirem. Porem eles fazem mó barulho, o Everaldo dá umas broncas para eles irem dormir. E então, acho que por volta das 1h30 eu consigo dormir naquele chão horrível.

Sábado – dia 31 de Outubro de 2009
Acordei com alguma menina de outro clube gritando, por volta das 5h45 (4h15 de sono / total = 7h15 em 2 dias). Levanto, e então pego a corneta, e mais uma alvorada para acordar o pessoal; e depois dou uma passada no Guepardos Reais para acordar o pessoal por lá também. Logo aquele sol fervente já retornou indicando o sofrimento climático do dia. Conversei com algumas pessoas aqui e ali, Acho que comi alguma fruta no Guepardos, e acho que mal tomei café-da-manhã no Omega. Nisso o Everaldo já estava melhor. E depois fomos para a Arena, por volta das 9 horas; contudo, com o Evetaldo no comando, chegamos tarde e tivemos que sentar atrás, mas eu fui sentar em outros lugares, com outras pessoas. A programação totalmente estranha e sem espiritualidade começou, mas o sol já era um fogo consumidor naquele momento, de modo, que retirava totalmente o animo de muitas pessoas, que apenas pensavam em “água” e “sair do sol”. Eu sai e fui sentar numa sombra, acho que o Rafael foi junto. Ali encontrei o Pr. Vicente que foi visitar. E tive a surpresa de saber que a Sara se batizaria, de fato, não esperava. (depois encontrei meio tio Oscar, e fiquei sabendo que ele que deu estudos para ela).

Após o “culto” da manhã, acabou por volta das 11h20, de volta para a área de acampamento, fiquei conversando. Enquanto que teve algo que eu não esperava, houve um bolo comemorativo de 50 anos de campori, e ai debaixo da tenda as cozinheiras haviam preparado bolos. Bem, nem preciso dizer que fiquei inconformado, pensando nas Leis de Saúde; mas eu acabei comendo alguns. Ai encontrei o Thomas do clube Tigres do Riacho e ficamos um bom tempo conversando. Depois fui no Guepardos Reais eles estavam fazendo uma meditação com a Lição da Escola Sabatina; e ai acabei ficando por lá e almoçando com eles. E enquanto isso, alguns desbravadores do meu clube ficavam brincando dizendo coisas do tipo: para eu trocar de clube; pegar minha mochila e ir pro Guepardos etc.
Então teve a atividade da tarde, no qual comecei a acompanhar de inicio, o Everaldo ficou na area de acampamento, e eu, Renato, Rafael, Davis ficamos liderando o clube. Mas próximo a tenda, havia uma sombra de uma arvore que era perfeita, devido aquele sol infernal, e batia uma deliciosa brisa que vinha do vale para o topo daquela montanha, com uma maravilhosa vista. Eu e o rafa sentamos ali, eu estava muito cansado, como não me sentia a muito tempo, minhas coxas doiam, faltava forças para subir as ruas era como se elas estivessem sem folego; além de eu, estava acabado. Em pouco tempo me deitei ali naquele gramado que era bem confortavel, não havia aquelas tartarugas, e ainda apoiei minha cabeça num montinho; foi perfeito, e então cochilei. Devo ter dormido entre 40min - 1hora (1h de sono / total = 8h15 em 2,5 dias), até que comecei a ser incomodado, porque as pessoas começaram a insistir em passar por aquela sombra, e 2 staffs das provas se acomodaram embaixo daquelas 2 arvores que faziam aquela sombra, então toda a galera começou a ir para lá, e esbarravam/tropeçavam muitas vezes em mim. E ao acordar o rafa falou que eu dormi pacas, que passou uma aranha enorme por cima de mim até. E aí, chegou o Eliezer (pai) e começamos a conversar sobre algumas questões, desde investimento, a familia, relacionamentos; e acabei conhecendo algumas experiências da vida dele, que certamente foram muito edificantes. E algo extraordinário foi o efeito de refrigério que aquela soneca fez. Eu foi praticamente uma transformação em mim, toda baixa estamina foi embora, me sentia já revigorado fisico e mentalmente, as pernas estavam com gás novamente.

Ficamos um bom tempo ali até que então resolvemos ir tomar banho visto que a maioria das pessoas estavam fazendo as provas ainda. E lá vai, mais um banho frio revigorador. Depois fiquei conversando naquele final de tarde com algumas pessoas, especialmente do Guepardos, acho, apesar que eu estava querendo fazer um pôr-do-sol mais gostoso que vi alguns clubes e unidades fazerem, mas acabei por não fazendo. Jantei no Guepardos, e, após isso fui para o Omega, pois teriamos a cerimônia de lava-pés; mas nisso encontro o Everaldo e o clube já indo para a Arena, no meio do caminho; pergunto se já tiveram o lava-pés (o que eu achava um certo absurdo ter, naquele campori, como as coisas estavam), ai ele explica que apenas explicou para eles o significado e mais algumas palavras, mas nada de prática.

Então fomos para a arena novamente, a qual foi uma programação mais espiritual mesmo; mas que lembrou muito alguma tradição de ritual católico com os diáconos, anciãos, pastores vestidos com aquela roupa. E ficamos bem próximo, Omega, Guepardos e 28 de Julho, ai fiquei junto do Eliezer; e nisso, a Patrizia, sempre presente, ficou causando em boa parte do tempo (essa sim tem energia de sobra).

E após o evento, que foi acabar umas 23h e pouco, então botar o pessoal para dormir; novamente, muitos foram dormir por conta própria devido ao desgaste fisico. E nessa altura, eu estava também querendo e precisando de um bom sono. Mas novamente, problemas com algumas mesmas pessoas, para dormir (Barbara, Tsunami, Sara e Natalha). Ai ficou eu e o Willian em frente a barraca delas, até terem de fato dormirem e atingirem o segundo estágio do sono; e nessa interpolação foi interessante ouvir algumas conversinhas de barracas - é engraçado, as pessoas acham que estão dentro de barracas com isolamento acustico, quando dá para ouvir tudo do lado de fora! - coisas do tipo "dei um fora hoje", "o flano roubou 2 beijos meu hoje.", entre outros. E nisso tambem nosso lixo foi atacado por um pastor alemão e outros 3 dogs que quase deram um infarto no William, naquela noite fria. E por fim, eram por volta da 1hora da madrugada quando fomos dormir.

Domingo - dia 1 de novembro de 2009
6 horas (5h de sono / total = 13h15 em 3 dias) da manhã e sou acordado pelo vizinho fazendo "barulho" com uma caixa de guerra, surdo, e algum tipo de cornetão. Fiquei bravo, pois estavam era fazendo barulho, nem música era; a intenção era perturbar. Ai eu levanto e acordo quem não acordou ainda, tocando alvorada na conerta; o mesmo faço em outros clubes; e um em especial que me pediu para tocar para uma garota que estava fazendo aniversário, acho que era do clube da Danny; mas faltam notas na corneta para tocar um "Parabens para você", aí toquei uma Marcha Nupcial; o pessoal gostou.

Café da manhã que mal comi. Alias, nessa altura, outro grande problema, pode parecer nojento, mas é que eu realmente previsava "fazer o numero 2", desde quinta não fazia, e eu que estou acostumado a fazer todos os dias. O motivo era a falta de fibra nos alimentos e o psicologico, não sei explicar, mas todo acampamento meu intestino dá uma travada. E isso estava me incomodando, sentia o ventre o pesado, e um pouco enfesado.

Nisso eu, William e o Davis vamos atrás de algum clube com fanfarra, encontramos o nosso vizinho da rua de trás; e ai tocamos um pouco, fazendo o toque da corneta, entre outros; mostrando realmente o que é tocar ao invés de barulho; e os tambores deles estavam desafinados. E ai tambem fui com o William, ou Davis, ou rafa, lá no Clube do Órion, eu os vi fazendo o "Toque de Silêncio" na corneta nas demais noites, e queria aprender e trocar umas idéias; e lá eu vejo um clube exemplar, com as unidades fazendo cantinho da unidade, meditação, orando, fazendo o grito de guerra, logo de manhã. E fico sabendo que era um tal de Marlon o trompetista que manjava; mas estava meio ocupado.

Teve café da manhã, depois arena novamente com muito sol. Sinceramente, pouco me recordo daquela manhã. Mas depois fomos para as atividades. Eu fiquei com a unidade Gama. E pegamos móohh fila na prova de 'nós', e ali na fila estava o Guepardos também, e eu com a corneta; brinquei um pouco de tocar com uns caras que estavam com alguns instrumentos da fanfarra (alias, que zona!); e foi gostoso ali, vários papos, brincadeiras, a Patrizia com toda sua energia tambem estava lá; e acho que ensinei para umas 15 pessoas o principio básico de se tocar um metal (no caso a corneta), a abelinha, e a maioria conseguiu fazer um dó1; porém, teve algumas pessoas, que na cagada, entre outros, conseguiram fazer até o mi2, de prima! - fiquei surpreso. E algumas pessoas até percebi que curtiram, talvez, futuros metaleiros. Aquela garota do 28 de julho também estava na fila junto ao clube, e nisso também fiquei analisando-a, ela de certo modo me chamou muito a atenção (depois faço meus comentários sobre). Na prova mesmo, foi uma confusão (Renan era um dos staffs); a prova não foi como estava escrito que seria (para o qual havia nos preparado), e por fim, a Gama foi mó maus. Dali, fomos para a outra prova, a do Uniforme, que tinha um pequeno rapel de uns 6m de altura. Não lembro qual foi nosso desbravador que participou, falaram para eu tocar algo para animar, motivar etc, ai eu toquei uma marcha funebre, hehe. Terminado, voltamos para area de acampamento; não me recordo muito bem os detalhes dessa hora, mas fiquei um tempinho lá no Guepardos Reais.

Aí, de repente, aparece a mãe da Patrizia e o tio Marino, com um monte de troços, ajudo-a a carregar uma mala até nossa area de acampamento; e logo fiquei sabendo que ia ter bolo de aniversário para a pequena Patrizia (12 anos). Veio também a Paola, uns tios, acho que a vó, e uma prima que eu já havia conversado no orkut (alias, foto realmente engana). O mais embaçado era o calor infernal, o pessoal se acumulou nas sombras, como a que havia na minha barraca, próximo a uma arvore; foi um momento meio contraditório, pois de certo modo, ninguem queria sair da sombra e ir para o sol. Ai a Patrizia some, e depois de mó era aparece, cantamos parabens, e a pedido, começo a tocar aquele toque triste, de despedida; mas sou interrompido ainda no quarto compasso. E o bolo estava delicioso e geladinho; e como um pedaço.

Logo em seguido provas da tarde novamente, e vou com a Gama para a de sinais com bandeiras. No caminho encontro um cara tocando trompete, do Órion, e ai finalmente encontro o tal do Marlon, e fico um bom tempo trocando umas idéias com ele, sobre música, grupo de metais, tanto eu convidando-o para ir na IASD Central de Santo André no dia 19 de dezembro que tocaremos uns arranjos, como ele me convidando para ir no Clube Órion nos domingos, eles ensaiam a banda todo domingo; mas ir para o Brooklin é embaçado.

Fui para a prova com as meninas, fizemos, foi fácil demais. Depois ainda tentamos participar do Cross com outro clube, mas não deu certo. Ai acho que sentei em alguma sombra, ou fiquei conversando com alguem, e fui tomar um banho; peguei um pouco de fila, houve um pouco de tumulto no banheiro, mas nada como um banho frio novamente. E quando sai, em questão de minutos, havia já uma fila enorme, uma multidão de pessoas, para tomar um banho.

No resto da tarde, por momentos eu desejei não ter ido pro Campori, quando observei meio-mundo em rodinhas ouvindo o jogo do Corinthians x Palmeiras no rádio. (inédito, num Campori, nas memórias de minha retina). E naquele momento, peguei minha Bíblia, subi na torre mais alta do portal do Guepardos, e fiquei ali lendo-a, estudando Isaias, como estou fazendo atualmente. Nisso também pude reparar na amiga do Jeferson que estava logo no clube ao lado. Ai passou uma nuvem, que trouxe um leve e rápido chuvisco, depois o Gordon apareceu por lá e ficou tambem ligado no jogo, e na outra torre, algumas pessoas do Guepardos também.

Não lembro os por menores, e de noite fomos para a arena, onde teria a cerimonia de investidura em lideres, e o Fernando Fortini e o Eliezer (filho) seriam investidos em lider. O Omega demorou e sentou lá atrás, eu sai, e fui procurar melhores lugares, fiquei no final da escada com o Gordon, até que os vencedores passaram por ali; depois sentei lá nas primeiras fileiras, bem na cara mesmo, ao lado da Lais (do Tigres do Riacho) e da Micheli do Claudio; e o Lincon filmando tudo (deve ter ficado um filmão!) e a Débora tirando fotos. E a investidura foi muito boa, uma das melhores que já vi, apenas teve algumas coisas estranhas, eles fizeram uma churrasqueira ao invés de fogueira e umas amarras froxas no móvel (depois o Eliezer reclamou dos caras, que não fizeram como combinado); o Jenatas do Riacho também investiu; foi bem emocionante; o Pr. Silvestre e o Nilson estavam presentes (alias, o velinho tinha uma voz, as palavras dele soavam de um modo único, cativante, animador, cheio de poder!), nas palavras desses pioneiros do Desbravadores no Brasil, se via a imagem do Criador, eram de fato, homens de Deus. Encerrado a investidura, fizeram um treco de acender velas (espero que não vire moda) que também ficou parecendo alguma coisa católica. Ai sai e fui cumprimentar, dar meus parabens para o Eliezer e o Fernando (que foi meu capitão, quando eu era conselheiro da Zeta), e ambos estavam fortemente emocionados, abraçando o Jonatas. Nisso também encontro o Italo (ex-Zeta, hoje cursa teologia), e conversamos um bom tempo. Depois houve um 'sermonete'. Após a cerimonia, teve uma cerimonia de investidura de desbravador no Clube Herdeiros do Reino e fui lá presenciar.

Ultima noite de Campori, e eu já imaginei:"Vai dar trabalho para o pessoal dormir.", fora que eu estava com muito receio de pessoas do clube de querer "pular a cerca"; e eu estava com very very very very sono e cansado. Deu mó trabalho, depois ficou faltando a Sara e a Tsunami, por ultimo, que fui encontrar na Arena onde uma região inventou de fazer festa (cada uma!); ai rolou uns problemas com uns staffs que o Rafael e o William (ou era o Davis) começaram a bater boca; ai eu sem saco nenhum, querendo dormir logo, fui atrás de quem resolve, do Everaldo, ele estava dormindo, mas o Carlão estava por lá e se ofereceu para ir, e uns 10min. depois trouxe o pessoal. Ai depois, foi ficar ali até o pessoal ir dormir novamente; enquanto isso ouvi algumas conversas de barraca. Dei uma passada no Guepardos que estava alguns de pé, tomei uma água e fui dormir, por volta das 00h30.

Segunda - dia 2 de novembro de 2009
6 horas (6h de sono / total = 18h15 em 4 dias - Ideal: 8x4 = 24h, portanto dormi 76% do que deveria) e acordo com o pessoal do Orion tocando Alvorada, ai levanto e toco a Alvorada Americana para o Omega, e acordo a maior parte do Guepardos com o Alvorada brasileiro. Naquela manhã não deu mais para aguentar, tinha que cagar de qualquer modo, o banheiro estava zuado, fui lá, e privadas tudo entupido pois acabara a aguá. Ai fui no matinho mesmo. - Quuueeeeeee alivioooooo!!!!! - Fiquei bem melhor após soltar tudo.

Ultimo dia, e eu não estava com aquela coisa "que pena", mas sim mais satisfeito, acho que o sol colaborava para o desejo de chegar logo em casa, ficar na sombra e tomar um banho frio e dormir tranquilamente, fora que ainda tinha uma prova para estudar. A manhã foi rápida, primeiro arrumei minha mochila, pronta para ir embora. Conversei com algumas pessoas; depois fomos para arena, eu imaginava que teria AQUELE SERMÃO final, mas foi aquela coisa "tentou forçar", mas estava faltando algo, e não eram as palavras, nem o método. E o sol estava novamente, detonando pra valer.

Terminou e todos os clubes começaram a correr para arrumar as coisas e a ir para as atividades, eu e o Renato comandamos o clube nas atividades. Primeiro fomos na exposição e foi um dos momentos que eu fiquei mais intrigado e surpreso ao ver a certa disciplina e relacionamento afetivo que ele conseguiu fazer com o clube; não foi ainda aquela coisa, mas eu não esparava. Contudo não sei se outros fatores colaboraram, como o sol, o desgaste fisico deles, ou talvez, por já terem ficado de saco de cheio de ociosidade e não fazer nada com ordem; eu realmente fiquei muito surpreso. E fiquei também maravilhado com a exposição, havia tanta história, tantas experiências ali, tanto suor, tanto sangue, que fiquei com vontade de passar vários e vários minutos ali, lendo as experiências das pessoas, vendo os albuns, os quadros, coleções entre tantos outros, contudo, apenas 10 minutos. Dali divimos o clube, fiquei com a unidade da Ariane, fomos fazer a prova da fogueira e panqueca; o Henry ajudou; pelo menos, no local, houve sombra de algumas arvores; e a fila não tardou; contudo, havia um clube antes, que estavam fazendo "barulho" com uma caixa e bumbu, que realmente irritava. E na prova, o interessante, foi que na hora de jogar a panqueca pela corda, quem diria, ela caiu no chão; eu fiquei espantado quando vi aquela massa de panqueca mal cozida coberta de terra, e algumas graminhas, e as meninas com muita garra comem aquilo. Foi surpreendente.

Depois, de volta ao acampamento, e ai um monte de coisas para carregar para onibus; o fogão, barraca da cozinha, entre outros. Foram várias e várias viagens, percorrendo aqueles 200, 300m, carregando coisas pesadas, debaixo de um sol fulminante; contudo, felizmente, para a minha surpresa boa parte do clube colaboraram para carregar as coisas. Acho que por fim, todos queriam ajudar, ser útil, fazer alguma coisa, ou simplesmente, ajudar para ir embora rápido, pois o sol estava realmente nada hospitaleiro. E nessas várias idas e voltas, eu sempre via a garota lá do 28 lavando as coisas da cozinha na pia. Até que na última ida fui falar com ela, apenas um "oi", me apresentei, nada demais, se não me falha a memória (novamente) o nome dela é Rebeca. Fui até o onibus, deixo alguns quilos da ferragem da cozinha e na volta (era a ultima), ela ainda estava lá, ai conversei um pouco mais, isso, talvez fora uns 2 minutos, até que chegou na area de acampamento. Ai eu fiquei com o Guepardos, conversando um pouco com eles, vendo o que eles fariam com todas aquelas madeiras, pois pisaram na bola com eles; eles levariam tudo embora com eles, mas cancelaram o caminhão de ultima hora.

Após isso, tiro alguns minutos para descansar, fico numa sombra no gramado igrime da arena aguardando o encerramento. Ali, encontro com o carinha que foi investido em Lider Master Avançado, e converso com ele um pouco; é um homem muito simples e humilde, ralou 2 anos para ser investido. E nisso chega a minha corneta, ai fico brincando com ela, depois a Danny apareceu por lá e fico conversando com ela também.

A cerimonia de encerramento demora para começar, mas o sol não perdoava, cada vez mais "fritante", se via no olhar de cada um essa injúria para com o sol. Fui junto ao Omega, numa sombra, e na beira da mata, de repente começo a reparar num formato que via entre algumas folhas, camuflado, e pensei: "Parece com uma cobra." Fico observando, e estranho, pois havia tanta gente pertinho, pulando, e ela imóvel ali. Começo a chegar perto para observar melhor, e vejo várias moscas, e ai eu disse: "Vejam, tem uma cobra morta aqui." Agora não me recordo das escamas, talvez uma jibóia, ou jararáca, ou mesmo, cascavel (mais provavel). Depois percebem que só havia a pele, a cobra havia trocado de pele ali. Provavelmente de dia, ou noite, pois estava muito novo aquela pele, e dava até para ver aquela gosma que fica.

Então eis que a coisa logo começa, um pouco de puxa-saquismo; muito sol, porém ficam enrolando, no encerramento mais demorado que já vi em Campori. Ai nisso eu ficava variando, ora com o Mória, ora com o Guepardos, ora com o Omega (o mais desanimado). Mas não via a hora que acabaria aquilo para sair do sol. Encontro o trompetista lá, e reconfirmo com ele dia 19/12, talvez ele vá antes. O Guepardos pega ouro. O Mória prata. O Omega prata, mas depois o Everaldo vê que esqueceram de pontuar nossa machadinha, e levamos ouro. E ai, então para o onibus, logo, todos estavam lá, nem precisou chamar, apenas tinhamos que aguardar a liberação para ir embora. Nesse finalzinho, me despeço de algumas pessoas que encontrei por ali. Depois, é onibus, e para casa. Tiro uma pequena soneca no onibus, não pegamos transito, e 19h estava já em Santo André, descarregamos o onibus, e aí, para casa.

Comentários e Considerações Finais

Esse campori, minha atitude foi totalmente diferente das dos demais. O campori em si, foi o que menos me importei, não dei a mínima para o padrão que teríamos no final. No momento eu estava, sinceramente, mais por uma busca de sentido, de respostas; me veio muito em mente algumas coisas que desenvolvemos nas aulas de Psicologia da Educação com o prof. Paccheco. Logo, fiquei muito reflexivo, tentando promover um relacionamento afetivo educativo com as pessoas, tentar analisar e perceber o que realmente havia no coração das pessoas, onde eu podia ajudar; quais eram as entrelinhas, o que passava na cabeça de tais pessoas. Ao mesmo tempo, eu reparava, e muito, nos processos educativos que estavam ocorrendo, na atitude, no afeto, no relacionamento das pessoas.

Muitas das coisas observados reservo-as para mim, ou contarei para pessoas em particular. Mas em geral, muitas coisas eram contras. Por exemplo, boa parte das pessoas entre 13 – 17 anos estavam praticamente com o desejo sexual, talvez, não do ato mesmo, mas o de ficar, dar uns beijos, etc. Logo, muitas coisas, conseqüentes, ocorriam em decorrência disso, como a forma como estava o “exterior” das pessoas. Ao mesmo tempo, só houve uma única vez que eu vi uma unidade lendo a Biblia, não sei o clube, eles estavam fazendo o pôr-do-sol no sábado; foram poucos aqueles que pelos seus atos demonstraram ações voltadas para adoração e comunhão a Deus.

Quanto ao território, pouca coisa mudou do ano passado, melhoraram um pouco; contudo, chego a imaginar se não estão aproveitando de mão-de-obra barata, melhor, gratuita; usando de trabalhos voluntários para desenvolver a infra-estrutura do local. Contudo, olhando tudo, você vê e logo pensa: foram 65 reais de inscrição, se foram em torno de 2mil pessoas, logo, o crédito total foram de 130.000reais; mas onde foi parar toda essa grana? Certamente, na infra-estrutura, necessidades básicas que não foi a grande parte; acho que mais, para pagar dividas, talvez o terreno.

Quanto aos eventos no palco. Espero que dessa vez tenha caído a ficha, que o pirotécnico, o sensacionlismo, é momentâneo, temporal. Depois de 3 camporis com “a mesma coisa”, diga-se de passagem: “pessoas vestidas como soldados antigos”, “fogos de artifícios”... o pessoal enjoa, fica anestesiado para aquilo; não mais impressiona. Por fim, a pessoa quer algo verdadeiro, substancial, algo que de fato faça sentido. Creio eu que era o relacionamento educativo afetivo de um verdadeiro espírito e essência do desbravadorismo o que cada um estava ansioso para ser provocado; mas quanto a isso, parece ter tido uma grande decepção, pelo menos eu o tive. Houve menos puxação de saco comparado ao de Barretos; mas mesmo assim, teve bastante. (os desbravadores não estão lá para ver pastor desfilando e ser homenageado). Os sermões tentaram ser ousados e tocar em pontos específicos que vem fazendo parte da vida da atual juventude secularizada; contudo, ao invés de atacar e de se concentrar na essência, na causa, foi focalizar em alguns aspectos superficiais das conseqüências. Não tiveram muito êxito. Normalmente, se está acostumado a ver incríveis sermões em camporis, mas nesse, por alguns momentos foi encher lingüiça.

Contudo, eu vi alguns poucos exemplos, ótimos exemplos. Em destaque para o Clube Órion, eu realmente fiquei impressionado. Um clube que realmente é um clube de desbravadores e não qualquer outra coisa. E o mais curioso, é que não são poucos os que tinham ódio deles, por inveja ou alguma emoção do tipo.

Foram dias onde pude simplesmente dar um OFF nas preocupações da vida da cidade, do futuro profissional, da faculdade, do trabalho, do mercado de ações e opções; respirar. E passei a refletir muito sobre o meu papel nos desbravadores. “Continuar ou não?” “Trocar de clube ou não?” Essas, foram certamente as perguntas que mais me intrigaram. Pois olhando mais friamente, parecia que o verdadeiro desbravadorismo havia morrido na AP, se não fosse ter visto o Órion. Mas e a tendência? Não gosto da palavra “liberal”, acho que ela não significa as coisas direito. Mas veja bem, agora tem até chapinha no campori, geladeira, microondas; é muita comodidade; o verdadeiro sentido do que é desbravador e unidade, em 99% do tempo não se vê, apenas às vezes são relembrados na hora de fazer os ideais e cantar o hino dos desbravadores. E o questionamento continuou?

Também pensei um pouco sobre a vida no interior, o meu sonho de fugir das grandes cidades. É simplesmente espetacular, pois de fato se vive. Viver em grandes espaços abertos, com muito sol, vegetação, sons de pássaros, ar puro; silencio e tranqüilidade. Fora que podia sentar-se no alto da colina, e ter aquela visão panorâmica até a linha do horizonte, de grande beleza, por cadeias de montanhas, vales, florestas, céu estrelado a noite; sem TV, sem luz, sem rádio, sem telefone, sem computadores; é você as pessoas, a natureza e Deus. Sem contar que para tudo o que for fazer se envolve uma atividade física; desde carregar água, andar uns 350 metros até o banheiro, subir e descer a colina; o sedentarismo mesmo praticamente não ocorre. Talvez, por mais problemático que esteja o Clube de Desbravadores, os Camporis, talvez aqui há uma benção, mesmo vendo os cardápios longe do ideal, ainda assim, as pessoas estão um pouco afastadas do luxo do “seu quarto”, tendo que dividir uma barraca com outras pessoas; elas precisam andar, e andar muito, para tudo; acho que seria interessante um dia contar quanto que se anda em média num campori; mas acho que são vários quilômetros por dia; a pessoa bota o metabolismo para funcionar; fica pelo menos longe a TV e computadores (por enquanto, pois nos EUA já...), tem que se carregar algumas coisas; fisicamente, as pessoas saem melhores, perdem peso, queimam gordura, fortalecem os músculos, melhoram o aeróbico, transpiram mais, regularizam mais os horários de refeições, precisam desenvolver uma disciplina e paciência para encarar a fila do banheiro, por exemplo.

Não sei direito o que aconteceu, mas depois da soneca, de sábado a tarde, na sombra da arvore, minha cabeça foi sacudida. Fui despertado, de modo que fiquei, mentalmente ativo como há anos (talvez) eu não ficava. Aliás, após o Campori, foi estranho. Pela primeira vez não tive “ressaca pós-campori”, mas pelo contrário, um extraordinário animo, disposição e vigor físico e mental; de modo que minha mente está um turbilhão de pensamentos, idéias, de animo (desenvolvi cada idéia, alguns irem colocar em futuros posts, mas do tipo, que ontem eu nem consegui dormir direito de tão inquieto que estava minha cabeça). Meu corpo com tanta energia, sem cansaço algum, mas pelo contrário, tanta disposição que hoje eu sai correndo, e para a minha surpresa, corri 14km, e forcei muito, corri pra caramba, dando vários daqueles picos de chegar no máximo de velocidade e resistir pelo máximo de tempo possível; mas com muito fôlego, minhas pernas não se cansavam, pelo contrário, eu sentia-as extremamente leves! Uma sensação única que há anos também eu não vivenciava; não perdi o fôlego, não suei muito, e não fiquei quase nada cansado após; o alongamento estava bom, principalmente nas pernas e ombros.

Por fim, as duvidas com quais entrei no Campori, continuaram. O de mais proveitoso, foram relacionamentos que desenvolvi, fortaleci, criei ali; novos afetos, algumas atitudes educativas que tive e obtive; o de poder ter contemplado o Órion, mostrando o exemplo, quase como os levitas. Por poder ter dado um tempo para a rotina da cidade, no bucólico, apesar de tido dias desgastantes e exaustivos de tanta atividade, trabalho árduo, sol, pouca horas de sono. E também, pelo despertar daquela garota, que me despertou muito a curiosidade, pois parecia diferente de todos os demais, parecia haver alguma luz ali no meio, e agora há o desejo de verificar; não era como os demais, era diferente; o Jeferson me falou boas coisas a respeito dela, que realmente ela é incrível. Na segunda-feira, também tive outras impressões semelhantes, no culto pela manhã, o pastor perguntou quem queria ser pastor, ministro do evangelho (alias, será que a modinha pegou agora, de isso ser ritual de campori?), não vejo muito sentido em falar isso; visto que não precisa ser pastor para pregar o evangelho. Mas nisso, outras pessoas, inclusive algumas meninas do meu próprio clube que eu pouco conheço, de prontidão, de forma séria, se levantaram para tal desejo e propósito de vida; isso me surpreendeu muito; foi quando notei que elas também eram diferentes; no restante do dia, passei a reparar mais nelas, estou profundamente curioso para conhecê-las melhor. Contudo, por outro lado, algumas decepções eu tive, quanto para algumas pessoas, que eu já pensava o contrário, mas que ali, a mascara caiu. O grande questionamento que me assola agora, que talvez esse campori foi o passo inicial é: “Quem será o Evandro em 2010?”, quais serão as metas, planos, atividades? Haverá próximo Campori para o Evandro?


Bem, até o próximo Campori.



Sites com algumas fotos:
Picasa do Rafael
Picasa do Adriano



Notas:
infra-estrutura: 7 (faltou principalmente sombras e arvores estratégicas)
Sanitarismo: 8 (faltou uma boa logística para os banhos, e controle dos vandalismos)
Segurança: 2 (houveram poucos staffs rondando as grandes dimensões do local, e deram total liberdade a desbravadores desgarrados da unidade e sem conselheiros.)
Provas: 2 (foram mais brincadeira do que qualquer outra coisa; nem os staffs sabiam direito. Decepcionante para quem se preparou.)
Área de acampamento: 4 (mau dividida, não arrumaram o terreno, algumas áreas eram irregulares para barraca caso chovesse, o chão irregular com aquelas tartarugas e buracos permaneceram. A logística foi mal distribuída de modo que houve clubes que sobraram muito espaço, e outros que nem mesmo conseguiram “esticar as barracas”.)
Eventos no Palco/Arena: 7 (o que salvou, foi a investituda, foi muito boa)
Musicas: 5 (As musicas orquestradas, trilhas sonoras etc. foram muito boas, os demais, horríveis. Porém, apesar de tudo, a equalização, ajuste do som, as caixas de som, estavam péssimos, chiando, muito alto, entre outros. Foi legal a idéia de colocar o trompete. Mas a bandinha e musicas do campori, péssimas.)
Jornalzinhos: 2 (em geral, péssimo).
Desenvolvimento mental: 1 (ficou a cargo mais do individualismo, o Campori em si, pouco contribuiu.)
Desenvolvimento físico: 7 (as áreas afastadas, e formato do terreno favoreceu ao anti-sedentarismo. Porém, não fizeram um controle da alimentação)
Desenvolvimento espiritual: < 5 (acho que já disse no post)

Bem, até o próximo Campori.

4 comentários:

juninho disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
juninho disse...

Eu foi no campori nao achei nada disso, eu gostei muito e foi muito bom para minha vida espiritual.

Evandro Costa de Oliveira disse...

Que bom juninho que gostou muito do campori e que ele foi muito bom para a sua vida espiritual.

Se quiser, pode compartilhar algumas de suas experiências no campori.

***♥ taiza ♥*** disse...

pra mim o campori foi 10,mais todo o campori tem seus problemas.Mesmo assim eu gostei m ajudou mto.....